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Braskem avança em processos preditivos para reduzir o consumo de energia

Caderno Dia da Indústria – Jornal do Comércio


Uma importante transformação está em curso na Braskem para reduzir o consumo de energia nos fornos de pirólise, que quebram as moléculas da nafta e as transformam nos produtos petroquímicos, como eteno, propeno e gasolina. É a implantação de um modelo capaz de predizer o comportamento dos equipamentos e poder se antecipar na resolução de possíveis problemas que possam aparecer.


A mudança começou em Camaçari (BA) e agora será reaplicada na em Triunfo (RS). A solução escolhida foi a da AspenTech, composta por um software de análise multivariável e uma ferramenta para realizar o monitoramento dos processos com soluções para a Indústria 4.0.


A nova ferramenta permite que a modelagem e customização dos dashboards sejam feitas pelos próprios engenheiros de acordo com as peculiaridades de cada equipamento. O usuário descobre oportunidades de melhorias quando, ao estudar seus dados, percebe pontos em que o equipamento operou bem, e pode investigar e questionar o modus operandi.


Os resultados começam a aparecer na Bahia. São milhares de dólares de ganho com a economia de energia na planta, muito acima do que tinham planejado. Isto acontece porque, com a interpretação do comportamento dos equipamentos, é possível interferir na planta, verificar onde há erro ou oportunidade e ajustar.


Com a performance alcançada, a redução do consumo de energia foi um dos destaques do ano de 2020 na Bahia. “A ferramenta permite redefinir os controles multivariados avançados que atuam diretamente na planta e, além dos ganhos, é possível fazer otimizações”, explica engenheira especialista em fornos e membro do squad, Helena Olivieri.


Ela exemplifica que durante a operação não é possível visualizar todas as variáveis simultaneamente, por isto, o operador não percebe que um forno não está em uma região boa de operação do ponto de vista de consumo de energia, mas a ferramenta mostra quais são as variáveis que contribuem para determinada situação.

No Sul, a expectativa é de que a performance a ser alcançada siga o mesmo caminho, mas é preciso fazer customizações. Como cada forno é diferente, com características específicas, não basta copiar e colar o modelo. “Tem que aprender a conhecer aquele equipamento, aquela unidade. O rollout no Sul vai ser outro desafio. É sempre um novo começo, até na mesma unidade os fornos se comportam de forma diferente”, constata Helena.


O diretor industrial da regional Sul da Braskem, Nelzo Silva, considera que há condições sólidas de implantação no Sul, onde já é feita a manutenção preditiva dos equipamentos. “O segredo da Indústria 4.0 é melhorar as condições de trabalho e as equipes que entenderem isto alcançarão bons resultados”, projeta.


Imagem: Braskem/Divulgação/JC

Matéria publicada em 25/5/21. Leia aqui.